sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Não volte.
Talvez não exista uma etapa mais dificil do que a adolescencia. São tantos pensametos, que não sabemos nem por onde começar.
Queremos ser livres, mas não sabemos que a liberdade nos assustará. Nos imobilizará no primeiro ato de quando soubermos que a conquistamos.
Fico olhando,hoje,as fotografias e sorrio. Sorrio de minhas idiotices e futilidades joviais. Acho que quando chegamos nessa fase de sermos "homens", tudo que queremos é voltar no tempo para ver se consertamos as besteiras que fizemos. Mas não é possivel,e então só nos resta duas opções;ou você se deprecia a vida inteira e deixa isso te engolir,ou você supera e ri. Estou rindo da estupidez humana que todos adquirem, e garanto que nunca mais deixam de ter.
Somos tão bobos!
O pensamento estraga as coisas,eu digo. Dizem ser uma glória sermos racionais,o que nos difere. Também acho. Mas acho também que somos até de mais. Alguns pensamentos não deveriam existir,pois devido a eles não nos entregamos a emoções que deveriamos nos entregar sem questionamento.
Como o amor.
Viramos as costas para algo importante em troca de coisa sem valor. Estou cansado de me coisar nessas coisas já coisadas antes e que são sem fim.
Eu quero algo. Eu tinha algo.
Só que fui embora,cruzei a porta dizendo para não me esperarem porque eu não voltaria logo. E hoje, eu não sei mais nada.
Só levo as fotos,as lembranças e uma música que esteve tão presente em nossos momentos.
A letra eu não sei mais, mas as notas estão cravadas nos dedos e nas cordas do meu vioão.
Eu sei que acabou, só que ainda sonho com reencontros. Só para jogar conversa fora,para saber como foi o tempo em que estive ausente e rir do passado. Das idiotices... Sempre as idiotices!
São os melhores!
As idiotices são os momentos que agimos sem pensar,seguindo o que estamos sentindo. São livres!
Livres...
Eu ainda me importo...
É incrivél o fato de que ainda choro por acontecimentos tão passados. São tão distantes da realidade em que me encontro... Mas mesmo assim, não consigo deixar de sentir.
Talvez seja porque já não parece ter sido real. Dói saber que pode ter sido um sonho, pois vestigios de que realmente aconteceu, eu nao tenho. A não ser um vazio aqui dentro,que não vai embora e que me atormenta sempre que pode. Esse mesmo vazio que estou deixando me sucumbir agora.
Percebo-me sorrindo,sozinha. Sozinha.
Olho ao redor,e tudo o que sei é que estou sozinha. Fiz escolhas na vida,mas retornei do meio dos caminhos e fiquei assim, perdida. Vejo várias portas que abri,mas que nunca cheguei a realmente cruzá-las. E agora, vivo em uma situação na qual sinto pena de mim mesma. E noto que venho sendo uma personagem observadora na história que deveria ser minha.
Tudo porque eu ainda me importo.
Sozinha, como estou,com você bem aí, assistindo as minhas lágrimas tomarem os meus olhos e se derramarem. Ouvindo meus soluços que chegam a quase ensurdercer os meus ouvidos, mas os seus não se ferem. São fortes.
Pergunto-me como seu coração pode ser tão cruel, e a única resposta que tenho é que você não tem mais um.
Costumávamos nos amar...
Hoje,estamos dividos,presos em lados opostos.
Eu fiquei no lado do horror.
Tudo porque eu ainda o amo. Tudo porque eu ainda me importo se as coisas vão bem no trabalho. Se você está descansado. Se não tens mais fome,ou frio,ou raiva,ou se sofre. Porque ainda te quero bem,enquanto você quer me fora.
Então me diga,para onde eu vou?
Se me quer tanto fora dessa vida que construi com você, me diga para onde eu vou?
Porque se um dia eu sair, eu não voltarei mais. E não me importarei mais.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
'
Algum dia eu vou desejar sob uma estrela
E acordarei onde as nuvens estão atrás de mim.Onde os problemas derretem como balas de limão bem acima dos topos das chaminés
É onde você me encontrará.
Em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam.Pássaros voam além do arco-íris.Por que então, por que eu não posso?
Um vento cortante atravessava a reserva. Um aviso,... um chamado. Talvez, eles tenham escutado, talvez não. O dia que tudo mudaria. Os rumos escolhidos, irão se confundir,irão se perder. Nada mais fazerá sentido.
Porém, hoje, três corações bateram mais forte, dois por um mesmo motivo, e o outro, começaria sua própria guerra.
Não é tanto naquelas palavras que você não diz
Não é quando você age distante e frio
Está mais nos seus olhos, no jeito que você me olha como se você não se importasse mais com o que eu vejo
Ela se perguntava o que ele fazia ali, e ele também. Seu coração batia desesperado, era tanta repressão enquanto encarava aqueles olhos, os olhos que marcaram seus sonhos todas as noites que esteve fora. Ele se enganara, tentara isso durante anos inutilmente,percebia agora. Jamais poderia sufocar aquele sentimento...
_ Você voltou. - embora o sussurro fosse uma afirmação,pareceu mais uma pergunta e ele se viu devendo uma resposta. Assentiu, não confiando em sua voz.
Durante segundos, apenas olhou-a. E depois,afagou-lhe quando ela se jogou em seus braços, aos prantos.
Eu olho para você
Depois de toda a minha força se foi
Em que posso ser forte
_Porque? - os soluços ecoavam por todo o corredor. Corredor que há minutos antes, ela se vira correndo,perdida, e necessitada... Seus olhos estavam distantes, quase vazios. Mas, ainda tinha um brilho, e esse brilho ela conhecia.
Felicidade.
Porque felicidade no momento mais triste de sua vida?
A chuva está caindo
A derrota está chamando (me liberte)
Preciso de você para me libertar
Leve-me para longe da batalha
Preciso de você para brilhar sobre mim
Tudo que ela via em baixo de si, era um branco absoluto. Talvez, a adrenalina tenha lhe dominado. Ela não sabia o que era aquilo. Se viu caída por dias, sem querer lavantar... e de repente, lá estava ela, correndo para seu novo futuro, com ele.
Nesses últimos dias, parece ingênuo investir fé em esperança para imitar uma criança. Caia de costas na neve,
Porque é nessa hora em que o medo vai te cegar,mas agora eu tento analisar.
_ Desculpe-me... - era o fim de tudo aquilo, prometeu.
O que tiver de ser será
Aceiteo bem, o mal.
Apenas respire.
FIM.
Algum dia eu vou desejar sob uma estrela
E acordarei onde as nuvens estão atrás de mim.Onde os problemas derretem como balas de limão bem acima dos topos das chaminés
É onde você me encontrará.
Em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam.Pássaros voam além do arco-íris.Por que então, por que eu não posso?
Um vento cortante atravessava a reserva. Um aviso,... um chamado. Talvez, eles tenham escutado, talvez não. O dia que tudo mudaria. Os rumos escolhidos, irão se confundir,irão se perder. Nada mais fazerá sentido.
Porém, hoje, três corações bateram mais forte, dois por um mesmo motivo, e o outro, começaria sua própria guerra.
Não é tanto naquelas palavras que você não diz
Não é quando você age distante e frio
Está mais nos seus olhos, no jeito que você me olha como se você não se importasse mais com o que eu vejo
Ela se perguntava o que ele fazia ali, e ele também. Seu coração batia desesperado, era tanta repressão enquanto encarava aqueles olhos, os olhos que marcaram seus sonhos todas as noites que esteve fora. Ele se enganara, tentara isso durante anos inutilmente,percebia agora. Jamais poderia sufocar aquele sentimento...
_ Você voltou. - embora o sussurro fosse uma afirmação,pareceu mais uma pergunta e ele se viu devendo uma resposta. Assentiu, não confiando em sua voz.
Durante segundos, apenas olhou-a. E depois,afagou-lhe quando ela se jogou em seus braços, aos prantos.
Eu olho para você
Depois de toda a minha força se foi
Em que posso ser forte
_Porque? - os soluços ecoavam por todo o corredor. Corredor que há minutos antes, ela se vira correndo,perdida, e necessitada... Seus olhos estavam distantes, quase vazios. Mas, ainda tinha um brilho, e esse brilho ela conhecia.
Felicidade.
Porque felicidade no momento mais triste de sua vida?
A chuva está caindo
A derrota está chamando (me liberte)
Preciso de você para me libertar
Leve-me para longe da batalha
Preciso de você para brilhar sobre mim
Tudo que ela via em baixo de si, era um branco absoluto. Talvez, a adrenalina tenha lhe dominado. Ela não sabia o que era aquilo. Se viu caída por dias, sem querer lavantar... e de repente, lá estava ela, correndo para seu novo futuro, com ele.
Nesses últimos dias, parece ingênuo investir fé em esperança para imitar uma criança. Caia de costas na neve,
Porque é nessa hora em que o medo vai te cegar,mas agora eu tento analisar.
_ Desculpe-me... - era o fim de tudo aquilo, prometeu.
O que tiver de ser será
Aceiteo bem, o mal.
Apenas respire.
FIM.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Corrente Sanguinea
_ Eu odeio você...
O coração de ambos se descompassava.
_ Odeio você...
Não passava de um sussurro, um ofego. Mas ela não se permitia parar. Era sua única resistência contra ele. O que não era nem de longe o suficiente para pára-lo.
Ele a queria.
Seus lábios roçavam pelo corpo molhado dela. Ele sentia o gosto da tempestade que a arrasara. Suas mãos passeam por toda a extensão de seus cabelos, bagunçados, rebeldes e despenteados. Nada pode impedir que um viciado se inebrie de sua maior tentação. Ele jogaria a liberdade para cima por aquele sabor. Ele pegaria as correntes, se enrolaria nelas e perderia a chave para tê-la sempre por perto.
As mãos que arrancaram a calça gasta e suja, as mãos que rasgaram as roupas, as mãos que tocaram os seios são mãos sedentas que de dor sofreram em busca deste toque selvagem.
Ela o odiava. Ela se odiava, a cada estremecida, a cada suspiro, a cada passo que se deixava dar em busca do encontro, do prazer.
Suas mãos já não se mantiam fechadas, estavam cobrindo aquela pele suada e bronzeada que a enlouquecia de calor. Ela podia ver suas roupas pegarem fogo se ainda as vestisse. O frio estava indo embora,totalmente. E ela tentava se desvencilhar, mas não podia, não conseguia... não queria.
Os dois cairam no carpete peludo, rolavam um sobre o outro. Sentiram juntos a necessidade e se deixaram afogar naquele mar de paixão.
A sensação de tê-lo preenchendo-a era única, ela não pensou, mas tinha a certeza de que não poderia mais viver sem aquela parte que lhe faltava. Ele.
Ele se viu acolhido, não sentiu mais o vazio. Soube que era ali onde sempre quisera estar, e cada movimento uma certeza preenchia sua mente: minha.
Estava deitada sobre ele, enquanto o sentia acariciando sua costas,e enquanto sentia as lágrimas escorrerem dos seus olhos.
_ Eu poderia devorá-la,sabia?! - ele disse,com a voz arrastada, mas divertida. Sentia-se gasto e completo.
_ Eu poderia ter te inalado, - soluçou. - poderia ter injetado em minhas veias,poderia cheirá-lo por todas as horas do meu dia.
Ele a deixou chorar,deixou que se agarrasse a ele. Deixou que ela o agredisse.
_ Porquê? Porquê? - ela perguntou desesperada. - Você só será mais um de meus vicios...
Ele segurou seus pulsos,ao mesmo tempo que se levantava e a levava junto. Obrigou-a a olhar dentro de seus olhos.
_ Não pretendo ser mais um. - disse. - Pretendo ser o único.
Ela riu, sem humor nenhum, mas riu. Riu da incredualidade do que ele disse, riu porque queria que fosse verdade.
_ Como pretende fazer isso? - perguntou, zombando dele e da esperança que a fez sentir. Se pôs de pé e seguiu até a janela, ficou olhando a tempestada que ainda caia. Lembrou de como ele a arrancara daquele beco, de como a pusera em seus ombros como uma boneca de pano e a levou para casa. Lembrou de como ele a beijara,e por mais que se achasse estúpida,tentou colocá-lo em todos os pedaços dentro dela.
Ele permaneceu olhando-a. Viu como ela tremia, como ela lutava com algo lá dentro. Com todos os pedaços quebrados,e jurou ajudá-la a se recompor.
Foi até ela. Abraçou-a. Sentiu-a suspirar.
_ Não vejo como fazer isso... - ela sussurrou cansada.
_ Não precisa saber, vai ser trabalho meu. - Virou-a de frente para ele,beijou teus lábios e sem soltá-la completamente abriu os olhos,e teve certeza de que ela o olhava.
_ Vou penetrar teus poros,vou fazê-la se abrigar a mim. - O brilho no olhar era devastador de intensidade. - Vou entrar em sua corrente sanguinea,como já você entrou na minha.
(...)
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